Porque gosto de todos…
Já escrevi uma ou duas vezes que não tenho um tipo. Bom, há uns que me fazem salivar aqui em baixo um bocadinho mais do que outros, mas depois no momento certo adapto-me muito bem a qualquer situação. Há que saber trabalhar com aquilo que temos à mão e ao resto :p
No meu regresso ao Algarve, já bem mais adulta e muito mais conhecedora da vida, fui viver para um bairro novo, tinha algumas lojas que eram alimentadas por um hospital e duas clínicas próximas. Comecei a conhecer os cantos à casa e à minha nova vida e lá a fui vivendo com as emoções que sempre me nortearam.
Nas galerias do prédio haviam 2 cafés, um para a malta mais jovenzita, com salão de jogos, onde gostava de ir comprar um gelados na vinda da praia, com os meus pareos transparentes, para sentir a ebulição da miudagem e o ódio das namoradinhas, pelas costas ouvia sempre o que iam fazer quando pudessem, coitadinhos. Deu para ter umas historinhas que quem sabe um dia mais tarde não acabo por contar. Depois havia o outro café/pastelaria/pão quente/quiosque, todos têm um espaço assim perto de casa, certo? Era o Café do sr. Frederico, o sr. Frederico é aquele homem que ninguém repara, baixinho, pouco ou o quase nenhum cabelo, barriga proeminente. Conheci-o casado, com dois filhos, a mulher acompanhava-o no desinteresse estético, um par perfeito. Ela trabalhava lá até às 7:00 da tarde e depois rumava a casa para o seu segundo emprego, o Frederico ficava no café com um sobrinho ajudante e uma outra empregada a aviar cafés, hamburguers, bitoques, cervejas até por volta da uma. Ás 8 começava tudo de novo. Como em qualquer café de bairro, a clientela era a habitual dependendo da hora do dia. As senhoras que iam buscar o pão, uma que sempre me dizia, “a menina tem de comer mais está muito magrinha” ou “engraçado como a menina tem tantos primos, ainda esta semana me cruzei com dois diferentes…” :p , haviam também 4 reformados que passavam a tarde toda no dominó e que tenho a certeza que terão sido alfaiates na sua vida profissional, pois sabiam as minhas medidas de cor… E havia um ser que eu nunca gostei, um tipo sabujo, ex-emigrante na Alemanha, que tinha um mercedes muito piroso, com aquelas coisas penduradas e o cachecol da selecção da parte de trás do carro, era o Alcides, que se metia com toda a mulherada, com propostas, convites e tiradas sem gosto nenhum, parecia uma ourivesaria ambulante, cheio de aneis, com as bandeiras de portugal e da alemanha, nossas Senhoras e Cruzes ao pescoço. Com o dinheiro que foi fazendo na Alemanha, foi comprando uns apartamentos e uns terrenitos pela zona e acabou por fazer algum dinheiro a alugar no verão uns T2 a alemães que conhecia, por isso julgava-se o dono do mundo.
O Frederico não tinha tempo para conversas, nem mesmo quando eu chegava tarde depois de uma festinha e ele ainda lá estava no café a arrumar e eu lhe pedia para me servir uma água ou outra coisa qualquer, era educado, simpático mas de poucas palavras e eu respeitava. Certo dia cheguei ao café e havia um grande burburinho, o Frederico estava ainda mais calado, não perguntei nada a ninguém mas na saída uma das beatas do bairro disse-me que no dia anterior por volta das 20:00 ele teve que ir a casa buscar um medicamento que andava a tomar e quando lá chegou a mulher dele estava no chão da cozinha e levar com o Alcides, numa atitude À Frederico pegou nos medicamentos e voltou ao café, ninguém saberia de nada não fosse o Alcides ter dito a metade do bairro “não digas a ninguém mas o Frederico apanhou-me a comer-lhe a mulher e o corno nem se fez a mim, saiu. Também melhor não ter tentado nada porque senão estendia-o. Agora ela julga que vai viver comigo, vai ter sorte, quando me apetecer salto-lhe á cueca. Que havia de fazer o coitado não lhe dava assistência há meses…”, o facto é que as coisas começaram a ser como o Alcides disse a quem quis ouvir, metia nojo, parava o mercedes à porta do café e lá ia ela numa ridicula mini-saia e de baton parolo e dizia-lhe “os miúdos estão na tua irmã, não sei a que horas volto…”, ninguém se ria do Frederico, acho que tinham pena, mas ele nem um palavra, trabalho.
Um dia tive um jantar com umas amigas antecedido por un sunset bem regado, eram por da 1 da manhã quando cheguei, ainda havia luzes as persianas estava corridas, mas apetecia-me um café, tentei a sorte. Abriu-me a porta, pedi-lhe o café ele pediu-me desculpas mas a máquina já estava desligada, se eu queria outra coisa, disse-lhe que sim. Queria falar com ele, sobre a sua vida, disse que não, que não tinha interesse. Eu insisti, perguntei-lhe porque razão aturava aquela situação, porque é que não punha a mulher andar e refazia a sua vida. Já bebiamos uns wiskies e ele mais solto tentou explicar-se, que o negócio também era da mulher, assim perderia metade, que era uma vergonha para a familia no Alentejo o divórcio e que também sendo ela como era quem é que iria arranjar para fazer vida, pelo menos a mulher ainda lhe fazia a casa e as refeições e que aquilo haveria de passar. Não pude aturar aquilo e disse-lhe que certamente arranjaria alguém para refazer a vida e que os negócios estão sempre à espera e se precisasse lhe arranjaria quem investir no seu recomeço, ele agradeceu mas “acho que não… e não acredito que outra mulher tivesse interesse em mim, já nem falo como a menina, mas uma mulher normal…” normal?? respondi.-lhe de imediato que eu era uma mulher normal, ele riu-se “pois..” não perdi tempo agarrei-lhe o caralho logo ele ficou em pânico, tentou recuar mas a parede por detrás não deixou, disse-lhe para ter calma, e que lhe ia pôr o caralho bem de pé, ele respondeu “mais??”, fiquei um pouco atónita, não me parecia que estivesse grande. Desapertei-lhe as calças, usava daquelas cuecas antigas, brancas (lol), baixei-lhe as cuecas e realmente ele estava grande, mas grande na escala do Frederico (outro dia medimos e são 13cm e qualquer coisinha), bom, toca a trabalhar com o que há, pedi-lhe que fosse buscar o telemovel, já filmavam mas sem som e os videos eram muito curtos, fizemos alguns videos em que ele aparecia claramente e eu parcialmente… comecei a chupar o pequenino dele e veio-se em 1m talvez… eu disse-lhe para ter calma, bebemos mais um wiskie e disse-lhe que me comesse à canzana e filmasse porque eu adorava ser filmada, lá o fez em quanto me comia e filmava-se todo contente, 4m depois outros tantos videos lá se veio, agradeceu-me quando acabou e eu disse que eu é que lhe agradecia que tinha feito o meu dia valer a pena, que há muito tempo não tinha um homem assim, real, depois enquanto foi ao wc fui ver os videos, e havia um em que se via bem o meu corpo muito moreninho, estava mesmo bom, percebia-se que era no café e a cereja em cima do bolo ele de lingua de fora com os olhos todos a rirem, procurei rápido o nº da mulher e mandei o video, depois um sms a dizer depois de tanto tempo a comer vaca, estava enjoado, hoje comi TOURA :p , quando lhe disse o que fiz o homem ficou em transe, acalmei-o, disse-lhe que devia seguir a sua vida, que há mais marés que marinheiros. Que o ia ajudar com o negócio, com a imagem ( já não usa cuecas brancas) e que ia ter uma vida nova.
O Frederico já não tem o café com todos os etcs. O Frederico, tem 9 cafés/pastelarias e… tem uma fábrica de pastelaria e padaria que lhe alimenta as lojas e ainda vende para outros, tem uma central de compras que também faz distribuição e eu com um grande amigo meu inglês fomos sócios dele nos primeiros anos. Ainda fodi o pequenino mais duas vezes, uma em minha casa, estilo workshop “como foder sem stress”e no fim de um jantar de despedida que ele me pediu para aceitar, para me comunicar que ia casar novamente, com uma cabo-verdiana que trabalhava num dos estabelecimentos, e bem interessante por sinal. Num jantar de natal da empresa, depois estarmos todos bem alegres, encontrei a Rosa no wc e perguntei-lhe o que a fascinava no Frederico e ela respondeu-me “sabe menina, é bondoso, carinhoso e muito generoso, mas cá para nós, apesar de ter um amiguinho que não tem um tamanho por aí além sabe tratar-me de uma forma que nunca outro homem conseguiu, são horas de prazer!”
Missão cumprida

O Frederico pode ou não chamar-se Frederico, pode estar no negócio dos cafés ou não, ser careca ou cabeludo… mas o “Frederico” existe e eu adorei cruzar-me com ele nesta vida
:p