Anal

Domingo em família
Casámos. Temos filhos. O tempo fica reduzido e é importante aproveitar cada momento. Domingo de manhã não é dia de descanso.

Domingo de manhã. E que domingo de manhã que era.

Os miúdos já se tinham levantado. Já tinham ido para a sala e estavam a ver a bonecada matinal. Eu acordei com os raios de sol a baterem-me na cara enquanto que ela estava virada para o lado oposto da janela. O seu ar era o ar de quando me apaixonei por ela. Estava com aquele respirar baixinho, aqueles lábios bonitos, os olhinhos fechados, era por aquela mulher que eu me tinha, e estava, apaixonado.

Aproximei-me dela e fechei-a em conchinha. Ela sentiu-me logo e puxou a minha mão para junto da dela. Uma posição que ela amava tanto quanto eu. Eu também amava. A verdade é que adormecíamos sempre assim e naquele momento eu também adormeci. Dormi mais umas quantas horas naquele domingo de manhã. Quando acordei saltei-lhe logo para cima. Não resisti. Nem pensei duas vezes. Agarrei-me logo a ela, com firmeza.

– “Então? Isto é assim?”
– “Oh, anda lá Carla.”
– “Juízo.” Respondeu ela.

Eu nem pensei duas vezes. Mergulhei logo para dentro dos lençóis e desapareci da vista dela. Debaixo dos lençóis tirei-lhe o pijama e beijei-lhe o meio das pernas. Ela até saltou.

– “Mas eu não disse que não queria nada agora?”
– “Cala-te, cala-te,” respondi-lhe.

Ela de manhã é uma mulher cheia de sono. Não lhe apetece fazer nada de nada. Só quer ronha. A chamada ronha de domingo de manhã.

– “Bem, já vi que não vais sair daí…”

Enquanto ela disse isto apareci-lhe à frente da cara.

– “E se não sair. Algum problema?” – questionei eu.
– “Não, apenas estou com sono.” Respondeu.
– “Eu trato disso.”

Voltei para debaixo dos lençóis e continuei a beijar-lhe o meio das pernas. Uma suave passagem da minha língua no meio das mesmas fez-lhe soltar um gemido mais intenso. Já a tinha despertado do sono que tinha e cada minuto que passava deixava-a com mais vontade de soltar aquela pressão toda da noite.

A um determinado minuto ouvi a porta do quarto a abrir. Era o mais novo. O Ricardo. Tinha fome. Tinha fome e tinha estragado o momento. Mas é um filho. Não tem mal nenhum.

Ela foi dar-lhe o pequeno almoço mas rapidamente voltou para o reino dos lençóis. Toda contente veio ela. Já sabia para o que é que vinha. Meteu-se logo na mesma posição e disse:

– “Onde é que íamos?”, pergunta-me toda sorridente.

Regressei para debaixo dos lençóis e continuei a fazer o que estava a fazer. Os minetes voltavam a fazer efeito e ela já mexia as pernas consoante os momentos de prazer, já puxava do meu cabelo e gemia a um bom som. Claramente estava a ser saboroso para os dois. Ela escorria líquido, bastante líquido, vaginal.

– “Talvez isto seja melhor do que estar na ronha.” Assumiu ela.

Ela nem imaginava a fome com que eu estava. Eu adorava sexo pela manhã. Era sempre um despertar e uma motivação brutal para o resto do dia. Exercício físico de manhã, quem é que não gosta?

Logo de imediato trouxe-a comigo para um largo e confortável cadeirão. Um cadeirão que tínhamos escolhido quando nos mudámos para aquela habituação. Era importante para nós.

Sentei-me nele e ela veio sentar-se em cima de mim, encaixada, com aquelas longas pernas que tanto a caracterizavam. Saltou e cavalgou durante largos minutos naquela posição. Fez parecer que tudo era perfeito naquele momento.

– “Anda cá!”

Disse ela milésimos segundos antes de me beijar. Começamos a trocar beijos enquanto estávamos naquela posição. Os beijos que ela sabia dar eram os mesmos que me fez apaixonar naquela tarde de verão. Ela sabia entrar com a língua dela na minha boca. Sabia explorar cada canto das paredes da minha boca. Sabia introduzir a língua dela o mais fundo possível e sempre que queria ver-me “irritado” mordia a minha língua. Brincadeiras que chegaram a levar-me uma vez ao hospital.

A um determinado momento agarrei-me âquelas nádegas. Logo de seguida bati-lhes com toda a força do Mundo. Ela gritava cada vez mais e alcançava os orgasmos que desejava.

A determinada altura ouço uma porta a bater. Era a porta do corredor. Estava a poucos segundos de entrar um dos filhos no quarto. Seria o mesmo? Teria mais fome? Não sei. Mas ia interromper algo. Isso ia.

– “Mãe, quero ir ao jardim!” – disse o Ricardo assim que abriu a porta.

O Ricardo era sem dúvida o mais irrequieto. Queria tudo ao mesmo tempo. Contudo com os barulhos no corredor deu-nos tempo de voltar para a cama e aguardar a sua chegada. A resposta dela foi imediata. Disse logo que sim, mas mais para o fim do dia, depois do lanche.

Mal fechou a porta, ao sair do quarto, ela não teve dúvidas do que queria fazer naquele momento. Desceu pela cama e beijou-me o meio das pernas. Ela sabia também como o fazer. Tínhamos aprendido muito um com o outro. A parte sexual tinha sido um processo que tinha sido feito em equipa. Abríamos sempre o jogo um ao outro, debitávamos as nossas dúvidas, receios, sugestões. Era assim que um casal teria de ser.

Ela continuou a fazer-me um broche. Levava a sua língua das virilhas até ao tronco do pénis. Metia-o na boca e levava-o até ao fundo da garganta, um exercício que fazia com delicadeza, safadeza e muita vontade.

Ela estava demasiada empenhada no que estava a fazer. Queria que eu me viesse dentro da sua boca. Ela gostava muito de o fazer e assim o fez. Deixou-se levar e eu deixei-me ir com ela até ao orgasmo, debaixo dos lençóis e dentro da boca dela. Que orgasmo que foi. Gritei enquanto lhe chamava nomes. E que nomes.

De seguida levantou-se e disse:

– “Então, está tudo bem? Só isto!?” – disse com um ar provocatório.

Levantámo-nos e fomos cuidar dos pequenos que já se tinham vestido e estavam prontos para enfrentar um domingo em família. Uma Família feliz, num domingo bastante feliz.

Creditos: Alexa